A EXCEÇÃO NÃO FAZ MAL, DESDE QUE OS HÁBITOS COTIDIANOS SEJAM BONS.
Nuno Cobra

sábado, 13 de dezembro de 2008

DIVÃ QUE EMAGRECE

Quem, depois de um acesso de raiva, nunca comeu uma barra gigante de chocolate de uma só vez? Ou estava se sentindo triste e sozinha e caprichou num lanchinho fora de hora? Fazer isso esporadicamente não compromete a silhueta. No entanto, se você vive compensando emoções negativas na mesa vai acabar tendo problemas com a balança. A terapia ensina a diferenciar a fome do vazio sentimental.
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Uma das dicas, nesse momento, é caminhar. Ajuda a dar consciência corporal, incentiva a prática de exercícios, melhora a auto-estima e aumenta a oxigenação cerebral, acelerando os insights, as associações livres que ajudam a entender as emoções. Outros terapeutas estão trabalhando em conjunto com endocrinologistas, nutricionistas, professoras de educação física, etc.
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A culpada é a mãe?
São vários os motivos que podem levá-la a comer quando tem um problema. A comida está muito relacionada ao afeto. Se recebemos alguém em nossa casa, sempre oferecemos café, bolo, biscoitinhos. É uma forma de dizer que apreciamos sua presença. Quando o bebê chora, a primeira coisa que a mãe oferece é a mamadeira. Assim, ele vai aprendendo a associar comida com conforto, mesmo que naquele momento não esteja com fome. Isso com certeza aconteceu com você. Mas muitos adultos continuam relacionando as duas coisas. O objetivo da terapia é desvincular conforto de comida. Outra situação comum é a de crianças que sofrem com o abandono (físico ou emocional) e que, quando crescem, desenvolvem a necessidade de sentir o estômago cheio.
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Sensualidade sob a gordura
O receio da própria sensualidade ou sexualidade é outro motivo que, sem que se perceba, leva muitas mulheres a brigar com a balança. A gordura serve como uma parede que afastam paqueras e namorados. A capa de gordura faz com que você esconda suas emoções, e acaba cancelando compromissos, usa roupas largas, não sai no final de semana, mas tudo com um motivo: estar gorda.
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A terapia pode ajudar a
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......descobrir que você tem outros prazeres na vida, além de comer
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....dominar o impulso de comer e a demonstrar que a compulsão provoca um prazer imediato, que não compensa a satisfação a longo prazo de ficar magra
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....aumentar a adesão à dieta. Pode ajudá-la a ser perseverante, já que 66% das pessoas desistem no meio do caminho
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....ensinar a diferença entre fome e vontade de comer. Algumas mulheres confundem tristeza, solidão, angústia, raiva, ansiedade, saudade ou euforia com fome. Precisam aprender que atacar doces só irá trazer culpa
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....deixar claro que a responsabilidade de emagrecer é de quem está acima do peso. Não adianta o médico mandar fazer dieta ou o namorado querer que você emagreça
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....incentivar a fazer exercícios físicos, que aumentam o gasto calórico, facilitando o emagrecimento
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....restabelecer a auto-estima, que geralmente fica abalada quando estamos fora do peso. Algumas vezes é necessário até a aprender a ser magra, quando se acostuma a ser gorda
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....eliminar mitos arraigados, como o de deixar restos no prato é feio, comida no lixo é pecado ou de que é preciso comer para deixar a mamãe feliz. Muitos adultos não conseguem se livrar dessas idéias, por mais absurdas que pareçam
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....alterar comportamentos que contribuem para o aumento de peso, como, por exemplo, comer depressa demais, sem perceber o quanto, beliscar nos intervalos ou exagerar no couvert do restaurante.
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Não existe fórmula mágica para se livrar de uma dependência. Mas também não faltam tratamentos - uns novos, outros milenares - para sair do fundo desse poço escuro.

4 comentários:

Ana Carolina disse...

Oi Karlinha... Muito bom esse texto... Nós já tivemos uma aula na Meta que falava um pouco sobre esses assuntos...
Quanto a comer em 20 minutos, parar na saciedadee as 3 refeições diárias... As pessoas acham que estou ficando Louca...Como é díficil se policiar... Mas nós somos uma possibilidade!!!! Vamos conseguir aprender... Eu tb só entro de férias de 19... AI tá chegando...Beijos e bom final de semana

Anônimo disse...

Nossa, este assunto que vc postou é surpreendente, mais ao mesmi tempo logico! Eu sou uma que ´por muitas vezes associei alimentação a frustação emocional...nunca mais!!! Beijos e bom final de semana, Karlinha.

Nair Specort disse...

O texto que vc postou é maravilhoso...me identifico bem com ele...se fico nervosa ou triste, só melhoro um pouco depois de comer tudo aquilo que engorda, principalmente chocolates....por isso trato da minha ansiedade com psiquiatra e psicóloga...Beijos

Anônimo disse...

É verdade, terapia pode fazer toda a diferença!

Mas temos de querer muito.

Porque quem "FAZ" mesmo somos nós!

Beijos