A EXCEÇÃO NÃO FAZ MAL, DESDE QUE OS HÁBITOS COTIDIANOS SEJAM BONS.
Nuno Cobra
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domingo, 17 de outubro de 2010

sábado, 14 de junho de 2008

MORRE JAMELÃO... A MANGUEIRA PERDE SEU ÚLTIMO ÍCONE

Nascido a 12 de maio de 1913, no bairro de São Cristóvão, ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Ele começou ainda jovem tocando tamborim na bateria da Estação Primeira de Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.
Jamelão sempre surpreendeu os colegas e familiares com a boa disposição. Aos 93 anos, o sambista nascido a 12 de maio de 1913, no bairro de São Cristóvão, ainda fazia três horas intensas de show.
Há mais de 50 anos, atuava como puxador do enredo da escola. Referência obrigatória no gênero, ele entendia de carnaval mais do que ninguém. É dele a interpretação de sucessos como "Agora Sou Feliz", de Mestre Gato, "O Samba É Bom Assim", de Norival Reis e Helio Nascimento, e Esses Moços e Ela Disse-me Assim, ambas de Lupicínio Rodrigues.
Engraxate quando criança e depois vendedor de jornal, o músico foi descoberto no subúrbio carioca ainda adolescente. Até então usava o nome de batismo, José Bispo. Não se sabe ao certo quando ele virou Jamelão e nem por quem foi apelidado com nome de um fruto escuro, duro e pouco comercializado.
Aos 15 anos, ele conheceu o sambista Lauro Santos, o Gradim, que o levou à Escola Estação Primeira de Mangueira. Com o pretexto de paquerar as garotas e tocar tamborim, ele entrou para a bateria da escola. Enturmado com o pessoal do samba, começou a participar das rodas que aconteciam depois do desfile.
Antes de entrar para a ala de compositores da Mangueira, em 1968, ele venceu diversos concursos regionais. Com os prêmios, conseguiu um contrato com a gravadora Continental. A partir daí, fez história até internacionalmente. Nos anos 70, Jamelão viajou para a França com a da Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo e cantou em festa de Assis Chateaubriand e do estilista francês Jacques Fath, no castelo de Coberville, em Paris.
Jamelão viveu todos os dias fiel às raízes do samba e do carnaval. Em 2005, estreou temporada sambista no Bar Brahma, em São Paulo, todas às quartas-feiras. Entre seus compositores preferidos, estão Lupicinio Rodrigues, Dorival Caymi e Ary Barroso, cujas canções estavam sempre presentes no repertório dos shows.
De terno branco, chapéu e bengala, o músico também posou de modelo aos 92 anos. Ele desfilou na passarela da 19ª São Paulo Fashion Week, em 2005, para a grife Poko Pano. Como de costume, sua entrada resultou em gritos e aplausos da platéia, mas em bem menos intensidade do que no desfile da sua escola do coração. Jamelão estava acostumado a todo ano - aos primeiros acordes do cavaquinho - levar foliões ao delírio na Sapucaí.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

ARTHUR DA TÀVOLA


"Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples e-mail, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Gente que ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens, poeira e chuva.

Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!

Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

Gente de coração desarmado, em ódio e preconceitos baratos. Com muito AMOR dentro de si. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.

Gosto muito de gente assim como VOCÊ e desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!"

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Arthur da Távola