A EXCEÇÃO NÃO FAZ MAL, DESDE QUE OS HÁBITOS COTIDIANOS SEJAM BONS.
Nuno Cobra

domingo, 19 de setembro de 2010

Classe Hospitalar Jesus completa 60 anos no atendimento a crianças

Educação no hospital
Enviado por Letícia Vieira


O período de internação das crianças no Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, tem sido menos doloroso. Graças ao trabalho de professores da Classe Hospitalar Jesus, os pequenos pacientes ganham a companhia de livros, brinquedos e ainda podem relembrar o conteúdo que estavam aprendendo nas escolas regulares.

As aulas são dadas por professoras da Secretaria municipal de Educação numa sala de aula ou nos leitos da enfermaria do hospital, em dois turnos. Em parceria com profissionais de saúde, o apoio pedagógico é oferecido de acordo com a necessidade de cada estudante.

— Quando a criança chega à enfermaria, explico o trabalho. Faço contato com a equipe de saúde para saber se a criança pode ser atendida na sala ou no leito. O segundo passo é saber a escola de origem, conhecer o que a criança aprendeu e em que matérias ela tem dificuldade — explica a coordenadora da Classe Hospitalar, Elizabeth Ramos.

Com ares de escola
Completando 60 anos de trabalho e com o apoio de doações, a Classe Hospitalar deixou de ser fruto do esforço de uma professora, como começou, e ganhou ares de escola. Além de duas salas de aula para alunos do 1 ao 9 anos e da educação infantil, existe um pátio, parquinho, brinquedoteca e biblioteca.

O trabalho pedagógico é organizado em temas abordados a cada mês. Assuntos como a Copa do Mundo e a Semana Nacional de Trânsito são explorados com conteúdos de português, matemática, entre outras disciplinas.

— O hospital favorece o aprendizado das crianças, para que, quando elas voltarem a sua escola, não tenham perdas — afirmou a diretora do Instituto Helena Antipoff, Kátia Nunes, órgão ao qual os professores estão vinculados.


Para as crianças, é uma surpresa poder estudar enquanto cuidam da saúde.
— Eu estudava, quando estava lá fora (do hospital). É bom ter aula, porque não vou perder nada — afirma Milena Farias Pereira, de 9 anos, que trata de uma febre reumática que provoca paralisia.
A professora Karla Bastos está desenvolvendo com Yuri Lázaro, de 9 anos, que tem paralisia cerebral, uma forma de comunicação através de pranchas coloridas.
— Ele se identificou com a professora. O trabalho chama a atenção dele — contou a mãe de Yuri, Kelly Lopes.
Para a pediatra Elizabeth Parente, a Classe gera inclusão e ajuda no tratamento:
— Um hospital humanizado acelera a cura.

2 comentários:

Ção disse...

Sem palavras!

Fênix disse...

Que lindo trabalho amiga! Fico tão orgulhosa. Beijos e seja muito FELIZ!