A EXCEÇÃO NÃO FAZ MAL, DESDE QUE OS HÁBITOS COTIDIANOS SEJAM BONS.
Nuno Cobra

terça-feira, 23 de março de 2010

A CULPA É DO TRABALHO

Meninas... vocês sabem que sou professora, né?!
Então... trabalhava em uma escola especial até o ano passado = 12 anos direto nessa escola.
Pois é... deu!
Saí de lá... ahhh as maravilhas da análise.
Cansei de me manter a margem como fazem com os deficientes.
Bom... saí da escola, mas não saí de cena.
Continuo no ensino especial, como adoro, só que agora com outras práticas... o que tem me consumido horrores.
Mas vou falar toda verdade do mundo: ESTOU ADORANDO!!!
Agora trabalho como itinerante domiciliar atendendo um aluno transplantado de medula óssea (a legislação do MEC e da prefeitura aqui do Rio prevê este tipo de atendimento) + dando suporte à inclusão de crianças com deficiências em creche, e pra finalizar o dia atendo na escola que funciona dentro do Hospital Jesus  crianças internadas.
Em outras palavras eu saio da Tijuca vou para Ipanema, as vezes Copacabana, outros dias Catete e finalizo sempre em Vila Isabel. Fora os trabalhos que tenho que preparar, as visitas e telefonemas a fazer... e para completar ainda inventei um projeto para as creches - MEU NOME É TRABALHO!!!
Ainda tem a parada do twitter... que para a minha profissão e local de trabalho, estamos constantemente em comunicação direta com a secretária de educação e sua acessora; com a diretora do ensino especial, e com outros profissionais da educação - mesmo que eu não quisesse... não poderia mais ficar fora dele.
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Ahhhh... ainda teve a parada do marido internado depois do carnaval... quase morreu, mas isso só soubemos depois que teve alta, e como ele trabalha no próprio hospital... os médicos passavam por ele e comentavam.
- É seu Jorge... dessa vez foi por pouco!
O que ele teve?!
Infecção na próstata (que faz a pressão subir), que virou uma infecção urinária braba, que foi pro sangue e quase virou uma septicemia e... bau bau.
Isto tudo justamente no início do ano letivo... legal né?!
Falei pra ele que a próxima internação dele vai ser na ortopedia todo quebrado se ele não se cuidar - porque vou dar uma surra nele...rs
Num tem a lei Maria da Penha?! Mandei ele cria a "Jorge da Tijuca".
Vou te dizer... homem é um absurdo!
Sabe a quanto tempo ele estava sentindo essas coisas todas? Há 15 dias... e num me falou nada para não me preocupar.
Alôooooooooooo... ele trabalha dentro de uma rede hospitalar.
Cadê o saco para eu respirar?!
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Bom já passou... e eu aqui contando as novidades.
Engordei não... viu?!
Também não emagreci... estacionei naqueles 4 quilinhos eliminados... mas continuo caminhando.
Não tenho coragem de eliminar este blog.
Adoro tudo que conquistei aqui, tudo mesmo... a capacidade de escrever, de desabafar, de rir... as amigas, as conhecidas, as pessoas bacanas com histórias diferentes e muito interessantes que lemos por aqui.
Mas preciso caminhar também... e adoro o que faço.
Criei mais 2 outros blogs relativos ao trabalho... um já vou passar adiante porque só criei para dar o pontapé inicial... mas o outro... é meu sonho há muitos anos.
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Vou ficando por aqui porque tenho que me arrumar para o trabalho...rs
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Beijos carinhosos a todos vocês... tô por aqui tá?!

2 comentários:

Sweetie Miss disse...

Oba uma companheira de profissão! pois é estou com problemas pra engrenar minha RA por conta dos meus horários da escola e dos lanchinhos!Em cada turno na minha escola tem dois horários de recreio e é comida pra la e pra ca...to tentando me controlar! Nossa mas tu teve um inicio de ano daqueles hein! Só o inicio do ano letivo ja é um pé...com o marido doente então...barra! Mas tu tirou de letra! É isso ai devagar e sempre. Beijos

Lindinha disse...

tá doida de pensar em eliminar esse blog. adoro ler suas peripécias de professora e batalhadora pela RA. Estou voltando a escrever no meu blog. passa por lá para dar um oi.

bjos

em tempo: não sei se no rio é assim, por causa da praia e tal, mas na minha cidade tem uma porcentagem enorme de professoras gordinhas... é só dar uma olhada na platéia dos cursos e palestras, deve ser o estresse da profissão. té mais