A EXCEÇÃO NÃO FAZ MAL, DESDE QUE OS HÁBITOS COTIDIANOS SEJAM BONS.
Nuno Cobra

domingo, 7 de setembro de 2008

A GULA

Segundo o dicionário Aurélio, gula é o "apego excessivo a boas iguarias", ou ainda "excesso na comida e na bebida"
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Nem mesmo a igreja católica, classificando-a entre um dos sete pecados capitais, preocupa-se com as razões que levam os seus fiéis a comer sem prazer qualquer tipo de alimento, sem conseguir saciar aquilo que, naquele momento, o inocente pecador chama de fome. Em verdade o guloso não tem consciência de que aquilo que para ele nem sempre é um problema, está carimbado como um estigma desde suas primeiras horas de vida: todos nós começamos a conhecer o mundo através da boca.
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Uma criança nasce, cresce e chora. Está com fome, com frio, solitária, não consegue entender o que está acontecendo. Fica assustada e confusa. Em qualquer uma dessas situações a mãe pega a criança e a leva ao seio: a criança se sente bem novamente. Quando o bebê chora a mãe associa o choro à fome e mesmo que a criança esteja saciada oferece o peito que é aceito prontamente como forma de carinho e aconchego. E nós adultos, o que fazemos? Sentimos fome, vamos à geladeira. Sentimos frio, vamos até a geladeira. Estamos solitários, vamos até a geladeira. Não entendemos o que está acontecendo no mundo, vamos à geladeira. Estamos deprimidos, vamos à geladeira.
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Na realidade, para cada situação de insatisfação, solidão, depressão, buscamos a comida... E quanto mais se come, mais se perde o controle, desencadeando um sentimento de frustração, ansiedade e culpa, gerando assim uma grande insatisfação pessoal e também com o mundo.
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A gula pode ser encarada como um comportamento "over", excessivo, que se manifesta em vários outros planos como o emocional, sexual, social, financeiro, etc. A gula é, portanto, um importante sinalizador que avalia o momento que a pessoa está vivendo; o que precisa ser transformado, mudado ou substituído.
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Sintetizando, a gula é um comportamento compulsivo onde existe uma insatisfação total e irrestrita consigo mesmo e a tentativa de encontrar um remédio para esta angústia, desencadeia sentimentos de frustração e ansiedade que se aplacam com o avassalador ataque ao seu objeto de "prazer". . Sonia Cristina Camargo Bessa
Formada em Psicologia pela FMU, atua há 13 anos na área de Clínica do Emagrecimento. Especialista em Terapia Reichiana (Bioenergética e Linguagem Corporal)

5 comentários:

Anônimo disse...

oi, karla

que bom que voltou.

Anônimo disse...

Gostei muito. Uma época concluí que se eu parasse de "pecar" emagreceria (rsssssssss) é verdade, mas e para "parar de pecar"?

Não tenho vocação para Santa!

Adorei esse texto, vou copiar rsss

Beijos

Rafaela :) disse...

Adorei o texto. Acho que sou pecadora. Não peco sempre, mas vez ou outra acabo por pecar :(

Beijos e otima semana

Tânia disse...

Olá karlinha , belo texto, simr senhora :)

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http://rumo-ao-bem-estar.blogspot.com/

ELI CRISTINI disse...

olá amiga, realmente muitas vezes confundimos fome com tudo e mais alguma coisa rsrsr
ótimo texto, me identifiquei muito com ele, quer dizer em outras fases da minha vida...

uma ótima semana para vc
beijos